Uma vez ele me disse: “Você não precisa usar desse tom tão provocativo”. Isso tem mais de um ano. Nos conhecemos na sala da Tininha. Entre recitações de poemas e debates fervorosos acerca de temas polêmicos e sempre explorados, meus olhos cruzaram com os seus. Foi o encontro perfeito: coração encontrando coração, lágrima molhando lágrima, dedo tocando lágrima. Minha mão tocou o rosto que sempre quisera tocar. Um ano de conversas-promessas, juras e declarações; um ano de amor impossível. As asas batiam para encontrar-me com ele e de qualquer lugar fazíamos lugar para voar. Nada tinha fim. O definitivo já estava definido. E a estranheza que caracterizava o romance inicial parecia já ter sido vencida.
Donnana
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