terça-feira, setembro 02, 2008

Por uma salada mais decente

As mulheres existem para não serem entendidas. O homem praticamente se mantém em sua posição social desde os tempos das cavernas. Lidamos com os trabalhos mais braçais, mais perigosos e mais cansativos. Até umas décadas atrás, também éramos responsáveis pelos trabalhos intelectuais, reservando às mulheres o cultivo das lavouras e manutenção do lar e prole.


As mulheres, no entanto, acharam, e com muita justiça, que era chegada a hora de equiparar as atividades masculinas às femininas e vice-versa. E assim, com tanto mérito e dedicação, conseguiram meio que balancear as relações de trabalho e sociais, levando o homem para a boca do fogão e enchendo de charme as bolsas de valores.


Mas, como disse ainda há pouco, as mulheres existem para não serem entendidas.


Eu tenho a impressão de que o mesmo empenho que as mulheres empregam para alavancarem suas carreiras jurídicas e empresariais é alocado em dobro para jogarem a sua imagem no chão.


Desde quando eu me entendo por gente é que vejo esse tipo de coisa. Primeiro foram as dançarinas do tchan, que influenciaram uma geração inteira de aspirantes a bumbum da vez, motivando até concursos nacionais. Depois foram as Fulanas do Funk (Proibida do Funk, Enfermeira do Funk, o Diabo a Quatro do Funk...) e agora essas tais mulheres frutas.


A mídia agora serve uma verdadeira salada de peitos e bundas para todos os gostos. No cardápio está a Mulher Melão, a Mulher Melancia, a Mulher Jaca, a Mulher Maçã e até a Mulher Filé, que não é fruta, mas também serve de aperitivo. O problema é que, apesar do menu colorido e convidativo, esse pomar siliconado só tem a trazer um futuro bem indigesto a essas crianças nada inocentes de hoje. Nunca que uma juíza do STF ou uma Dilma Russef da vida vai influenciar aquela menina que não perde Malhação um dia da semana. A referência dela está no rebolado sensual, no peitinho durinho, na barriguinha torneada e na pele bronzeada dessa mulherada sem identidade e educação.


Eu fico pensando nos adultos de amanhã, que hoje, enquanto crianças, assistem a toda essa pornografia disfarçada e bem aceita pela sociedade. Mas no fim, o mais certo mesmo é esquecer o lado podre da maçã e ficar só com o que ainda dá para comer. O resto pode esquecer, pois está na mão (ou na bunda) dessas mulheres do novo milênio.

E seja o que a mídia quiser.


Um abraço!


Adagga

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