sexta-feira, dezembro 12, 2008

Acabei de perceber o quanto sou neurótica e o quanto torno a minha vida tão mais difícil e o quanto sou falsa! Falsa sim, vivo declarando aos quatro ventos minha autenticidade, que sou natural e que meu jeito é assim, mas é tudo justamente o contrário, especialmente quando eu quero um homem... É, nessas ocasiões, em nome de minha autenticidade fico cada vez mais fingida e mais escondo o que eu quero. Sabe quando a gente é criança que ensinam a recusar o que oferecerem, mesmo que a gente queira, porque é falta de educação aceitar tudo que oferecem (talvez isso tenha sido só comigo e nem seja a analogia mais adequada, mas é a que me vem na cabeça agora), aí a gente finge que não quer e vai brincar, mesmo que seja um doce ou um chocolate muito gostoso. Bem, é isso que eu faço, eu finjo que não quero e finjo com uma precisão e exatidão absurdas. Sou muito convincente mesmo, ninguém vê, ninguém consegue perceber que eu quero, às vezes nem eu. Aí, voltando aos homens, viro amiga e sou ótima nisso, não sou chata, ao contrário sou muito legal, sempre deixo eles muito à vontade, às vezes eles até esquecem que sou mulher e me vêm com os assuntos mais constrangedores, às vezes eles se lembram que não sou homem quando estão bêbados e resolvem ficar comigo, claro que no dia seguinte eu continuo a amiga, porque de uma forma ou de outra, eu sempre acabo deixando claro que é só isso que eu quero. Nunca consegui fazer a transição de amizade pra um relacionamento amoroso. Sei que eu estabeleço os limites (do contrário não teria tantas histórias parecidas) e eu mesma não sei rompê-los, ainda que queira (e eu já quis, posso me lembrar de pelo menos duas situações em que eu quis muito).
Aí me arvoro de autêntica, franca demais, sem jogos, mas talvez eu jogue o maior jogo de todos e o mais ingrato também, porque nele eu sempre perco, sempre termino sozinha, pois finjo que não quero e não consigo dizer o que quero. Como se fosse alguma vergonha querer alguém pra andar junto e não o desejo de todo mundo...

Loreley.

2 comentários:

Anônimo disse...

ahaahaahhahah... adorei o post! Eu também negava o doce quando era criança. Hoje, ao contrário de ti, me afasto do doce. Já se foram tantos "doces deliciosos" na minha vida sem que soubessem do meu desejo... ah docinhos lindos... rsrs
O que fazemos, hein, Loreley? Estamos fritas!!! Eles "doces" e nós "fritas"!!!
Ana ;)

Anônimo disse...

rsrsrsrs..Acho que tá na hora de voltar a comer doce, antes que a gente tenha uma hipoglicemia gravíssima...
Bjos, Loreley.