quarta-feira, março 07, 2007

Feito!

Sabe o que tem sido primazia? Intensidade.

Não o fazer em si, mas o fazer por inteiro. O fazer por fazer não faz a menor diferença. Importa-me fazer porque preciso fazer. Não necessitando ser regra e muito menos esperado. O que é feito há de ser em si, todo.

E mesmo o não fazer, tem que fazer todo sentido. Intenso como o que é feito. O não fazer parece ainda melhor quando o esperado é que se faça alguma coisa. E mais ainda, quando feito com total desprendimento de ter suprido expectativas. Este com certeza é o melhor não fazer. Que preciosidade! Que liberdade!

Fazer deixa de ser, necessariamente, uma ação e passa a ser uma opção, entende? Ainda que depois haja uma ação. Ou não. Fazer deixa de ser obrigação e passa a ser liberdade... Ah que coisa maravilhosa.

Então, deixa-se de ser resultado. Soma, multiplicação ou subtração de coisas acontecidas ou que estão prestes a acontecer. Passa-se a ser escolha, decisão, convicção.

E o fazer errado? E quem falou em certo? Fala-se em certeza, jamais em certo. O certo fica para os que de si esperam muito ou muito pouco. Impedindo-se assim de correr riscos, passar ridículos, viver fracassos e mesmo alcançar êxito.

Eu quero esperar o que posso dar. O impossível fica pra ser conquistado.


Ana

*beijos a todos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, Ana, quanta inspiração. Fico feliz e ao mesmo tempo pensativo por ler algo desse calibre. E, mais ainda, por ver um sinal de vida no Confessionário.

Muitos beijos.



Adagga

..::CONFESSIONÁRIO DAS LETRAS::.. disse...

Oi meu querdio Addaga,
depois de um tempo adormecido alguém posta alguma coisa...

Um grande beijo pra ti.

Ana