Depois de alguns fracassos amorosos e algumas mágoas expostas sem pudores e boa educação, chego à conclusão que a ausência de inspiração põem em xeque qualquer relacionamento afetivo. Chego a pensar que isso inclui até as amizades.
Apesar de independente, sou insegura. Não tenho onde me apoiar. Sabe aquela coisa do alicerce? Pois bem, esse eu não tenho. Procuro alguma coisa que mostre isso, se é que isso existe em mim.
O que existe em mim serve para uma mulher que não pretende construir uma família. Existe "força", "luta" e medo. Meiguice na dose certa, mas fragilidade, aquilo que faz uma mulher para um homem, isso, se existir, deve estar adormecido. Não sei o que é ser assim e qualquer coisa que eu tente vivenciar neste sentido sempre precisa ser ensaiado e analisado, pois naturalmente não flui.
Sou fruto de um relacionamento completamente desconexo, sou filha de pais ausentes e desunidos. Não sei como um homem deve amar uma mulher e como uma mulher deve amar um homem. Não sei como é um homem que ama uma mulher e nem como é uma mulher que ama um homem... Busco inspiração fora dessa relação. Mas aprender isso aos trinta anos é quase como uma violência.
A todo relacionamento falido, a sensação é de ter feito uma merda, de ter encontrado um “merda” ou de não ser o suficiente (talvez a de ser uma merda).
Mulheres frágeis, simplesmente mulheres, sintam-se privilegiadas por não serem tão independentes. É terrível não poder errar.
Homens amem suas mulheres, não se apõem nelas, elas foram feitas para serem protegidas. Se elas insistirem em terem atitudes "fortes" tenham paciência e não desistam delas. São tão frágeis que não podem permitir que isso seja percebido.
Por fim, deixo o seguinte pensamento: crianças responsáveis demais são crianças que não podem contar muito com os pais, por isso se expõem menos. Não há quem as proteja, por isso se protegem tanto.
Joana
Um comentário:
Joana, você pode errar,é só você se permitir errar, chorar, se humilhar, dar vexame, se descontrolar, pedir, querer...Todos podemos, pois os maiores críticos somos nós, temos que aprender a nos perdoar e permitir.
Muita luz. Morgana.
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