A certeza é intensa, já a dúvida apesar de tênue, é lenta. Manifesta-se em doses “conta-gotas”. A cada minuto, uma gotinha de dor misturada com alegria. Alegria de acreditar que pode não ser o que se pensa que é.
A dúvida, num primeiro instante, ainda é o mais cômodo pra mim. Depois vai danado uma inquietação, uma sede de certeza. Alguns chamam de ansiedade. Eu chamo de liberdade... ver-se livre da dúvida. Dúvida que consome confiança. Confiança dilacerada.
A última certeza que tive me causou uma dor terrível, queria grita... “Tirem o meu coração!” Clamei: “Senhor, mais uma dessas e eu desisto!”. Desisto de tentar... Desisto de acreditar. E perder as esperanças é querer morrer. Morrer é estar sempre desconfiada que existe vida de verdade. Morrer é duvidar, perder a fé.
A minha dúvida durou três dias. No segundo dia, eu já me obrigava a sofrer por uma possível certeza. Quando a certeza se fez, já havia me acostumado com ela.
Entre dúvida e certeza, uma conclusão: minha resistência a dúvidas está baixíssima. Porém, a dor da certeza tem sido cada vez mais voraz. O medo é de morrer de certeza.
No entanto, como tenho aprendido a “enfrentar pelo menos uma coisa que me mete medo de verdade” todos os dias, ainda tenho força para saber as certezas.
Ana
Um comentário:
Certeza é impotência, parede sem porta. A dúvida é um caminho sem chão.
Bjos muitos.
Adagga
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