Há pessoas que passam por nossas vidas e fazem um terremoto, bagunçam tudo, instalam um caos em troca de sua própria ordem. Essas são marcantes, e por vezes destrutivas. Entretanto, é inegável que no fim das contas, vale o aprendizado.
Há aquelas que passam sem que nem percebamos sua presença. Costumo chamá-las de pessoas "ar". Estão sempre ali, mas ninguém as vê. Elas vêm e vão e não dizem nada, muito menos a que vieram.
Há pessoas que chegam para ficar e se tornam parte de nós, indispensáveis, vitais, fazem verdadeiros monumentos em nosso existir que jamais será o mesmo sem elas. Costumo chamá-las de amigos.
Há também aquelas que vêm e passam como uma brisa leve, doce, deixando um gosto de quero mais em nossos olhos, corpos, ouvidos e alma. Não causam destruição, constroem pouco, nada de colossal, não fazem monumentos. Elas plantam rosas, mesmo sem querer. Chegam na hora exata, cumprem seu destino e partem sem arroubos e sem alarde. Chamo-as de inesquecíveis.
E foi uma dessas pessoas que me fez escrever hoje. Saudades... Doces saudades de nosso balanço na rede, nossas gargalhadas sem razão, nosso encontro, nosso amanhecer na praia, nossas sessões de Nelson Rodrigues no colchão da sala apertada, vendo o sol raiar pela sacada, sua espera depois de um porre homérico que eu tomei "de felicidade", nossas madrugadas de Chico e João Gilberto, seu sorriso, sua voz, nosso encaixe quase perfeito, que me fazem esquecer as cartas sem respostas.
Um grande beijo a você que se perdeu no espaço e no tempo e um dia me fez muito feliz!!
Cris Moreto
2 comentários:
Que maravilha Cris encontrar pessoas assim, que de uma forma mesmo que pequena nos deixam um legado. É impressionante como vivemos com pessoas que não nos dizem nada, verdadeiros fantasmas, passam e não deixam nada. É triste ser um fantasma. Bem, agora vc foi inesquecível...
Beijo,
Bel Ami
...me tirou fôlego...
Ana
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