sábado, abril 21, 2007

1, 2, 3...

Eu não sei. Estou a ver o canal da Igreja Renascer, ouvindo uma mulher falar sobre “não dar ouvidos ao conselho de Jonadabe, ver apostolicamente, esperar o futuro apostólico”. Então, conecto-me ao vídeo que vi esta tarde – Arnaldo Jabor no Jô, e penso nos processos instaurados contra aquele, alvo de 4 políticos, um deles “casado e bochechudo”. Penso em Lima Barreto. Penso na frase de um escritor ao dizer que “se o escritor for pensar naquilo que vão pensar sobre o que escreve, certamente não escreverá”. Lembro da pastorinha louca. Penso na Polícia Federal que me deixa cada vez mais apaixonada. Então, lembro do Judiciário, lembro de Jabor, lembro da “Pornô Política”. Penso na Coluna Gay no site da Uol. Lembro do discurso “anti-preconceito” sempre engatilhado na boca dos que mais se esforçam para disfarçar o preconceito. Penso na mulher autoritária que se justifica ao explicar que “somente diz a verdade” - lembro de mim mesma. Penso na “sociedade anestesiada” denunciada aos prantos em entrevista com Carla Camurati. Sou embalada por uma canção religiosa de um exército religioso. Sou embalada por uma canção que me incomoda.
Não é desejo meu parar por aqui. Lembro do menino charmoso em sua blusa cor-de-rosa. Lembro do aparente gaguejo quando de suas poucas palavras ao me dar uma informação. Escuto a data para o “Marcha pra Jesus” – 7 de junho. Penso na ex-vizinha religiosa que conseguiu uma plástica às custas do Estado. Penso na incoerência; penso nos filósofos. Em Adriana “esqueço a meta da reta”. Lembro do meu sonho de prender o “universal”. Lembro do MP. Lembro da Polícia. Penso na expressão da “cobra que come o próprio rabo”. Penso na minha aparência. Penso na Justiça Federal. Penso no esmalte vermelho. Lembro da notícia que vazou. Penso no menino que nunca casa. Lembro do Marcelo que nunca quero reencontrar. Penso no vazio. Penso nos discursos. Vazio e discursos = queijo e goiabada, pipoca e guaraná, azeitona e empada e tudo o mais, pois no Brasil, infelizmente, “em se plantando tudo dá”.
Donnana

11 comentários:

Anônimo disse...

Confuso. Leve. Coerente sem coesão. Paradoxal. Diferente. Original. Eclético. Deliciosamente abrangente. Coletivamente pessoal. Tudo isso muito atraente para mim.

Glória Vox.

Anônimo disse...

Me curvo diante de teu comentário -perfeito; a flecha acertou o alvo.
Donnana

Anônimo disse...

Donana,

Agora lascou tudo!!!
Como dizemos: égua doido!

Ana

Anônimo disse...

Ana, Donnana, Glória, Fulano, Adagga, Mavie!! Eu me apaixonei por vocês!!

É a primeiro vez que entro aqui e estou extasiada!!! Vocês estão de parabéns!!

Polly Cobain

Anônimo disse...

Polly Cobain, seja bem-vinda.

Donnana

Anônimo disse...

Adoramos sangue novo!
Seja muito bem-vinda, Polly Cobain!!

Ana

Anônimo disse...

Adoramos sangue novo!
Seja muito bem-vinda, Polly Cobain!!

Ana

Anônimo disse...

Dona Donnana, eu adoro textos assim. Aliás, de uns meses pra cá eu passei a gostar de muita coisa que tem Ana no nome. Hehehe... Aninha, um tribeijo!

Adagga

Anônimo disse...

Adagga,
pena que não posso fazer nenhuma gracinha com teu nome... sou tua fã!!!!
beijos

Anônimo disse...

ana

Anônimo disse...

Donnana e Ana = nada a ver. Bjos

Donnana