Sou Adagga: ludovicence, maranhense, brasileiro, ora situação, ora oposição, ora nada. Se me perguntam sobre Sarney, digo que o respeito, que o aceitaria como parceiro de carteado e quem sabe colega de um vinho mais caro, mas que dificilmente o teria como exemplo, para não dizer “nunca”. Se me perguntam sobre Jackson, digo que já pareceu melhor, mas que hoje não sei diferir quais são homens e quais são porcos.
Eu vejo a minha cidade, vejo as pessoas, vejo o trânsito e vejo ao mesmo tempo nada. Uma cidade que não está preparada para crescer, como também é o meu país e o meu salário. Ao contrário, meu Estado apenas deseja manter-se no mesmo lugar, estando preparado ou não para o que chamam de “crescer”.
Em que resultará o Programa de Aceleração do Crescimento para o Maranhão? Que significado prático terá para minha vizinha frustrada que se queixa dos gastos com manutenção do sempre prejudicado carro que vive entrando e saindo dos buracos do Vinhais?
Opa, calma! Mas o quê que é o Brasil mesmo? Ah, lembrei, o Brasil é a República das Bananas... E eu achando que ouvi dizer que era um país. Tsc...
Sabe, hoje eu trabalhei bastante, contei umas histórias com a minha chefe, levei meu avô ao médico, desejei ter a minha mulher comigo e agora estou ouvindo FatBoy Slim no último volume. Estou tão cansado, mas tão cansado, que poderia até dizer que sou ludovicence, maranhense, brasileiro, às vezes situação e noutras nem tanto. Ainda bem que ainda me resta alguma consciência do que estou pensando -- não quero passar por louco.
Deus meu dê uma boa noite de sono. Amém.
Um comentário:
Olá Addaga,
Tu postaste um pouco do que queria ter falado a uns dias atrás. Tirando o fato de São Luís ser um ovo e com isso oferecer pouquíssima oportunidade e, das poucas, poucas valerem a pena, vem apresentando os mesmos problemas da maior parte das cidades do mundo: crescimento desordenado, poluição, degradação ambiental social e todas as outras que pensares. Não fugindo a regra, é uma cidade de corruptos. Parece-me que tudo se apresenta de modo bem pior por ser uma cidade pequena: com ainda muitos ignorantes e o resto, que se julga importante (acho que podemos nos incluir neste grupo) anestesiado com tanta noticia. É a gente fica dormente e com o tempo a revolta do saber se transforma em cinismo do ouvir. E às vezes até de repetir.
E então o que faremos? Consegues pensar em algo? As mazelas estão aí, a mostra!
Confesso que não consigo pensar em nada. Na verdade só consigo pensar que posso agir diferente. O resto... não sei.
Ana
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