quarta-feira, junho 11, 2008

Era um vez um comentário que virou post...

Não só é insuportável a manutenção dessa imagem (veja os últimos posts), como ineficiente, artificial e frágil. Ela se rompe com facilidade e torna-se enjoativa à medida que se mostra clonada e “flexível”. Nessa onda do “adaptar-se”, confunde-se bom relacionamento com quebra de princípios. Aff... como dói a realidade.

Nos últimos meses convivi com um senhor de seus já 50 anos, cheio de regras de boa vizinhança e macetes de relacionamento, dentre os quais posso citar uma simpatia forçadíssima e desnecessária. Fora, a exaltação de uma ética visivelmente confusa.

(Acredito que esta criatura ainda não tenha encarado de frente seus infernos. Provavelmente, se esconda deles. Pior que eu entendo, ele não foge a regra. Mas confesso: não quero chegar nessa idade dessa forma. Que meda!)

Não estou fazendo apologias a confusões e agressões. Ao contrario, creio na necessidade de se aturar o outro, mas para isso é preciso primeiramente a aceitar o “eu”. Como aceitá-lo se quero que ele seja outro?

Sendo assim,quando indignados com nosso excesso de “asseio” e “gentileza”, corremos o risco de percorrer a busca do que gostamos, cremos, necessitamos e almejamos. Tudo bem, que sempre conheceremos em parte, mas saber que existe o todo já me basta. Tem me bastado.
Bom, se o mínimo de identidade nos é permitido, que a busquemos e estejamos preparados (ou não) para o que vamos encontrar.

Um abraço

Ana

Quem será que inventou esse estereótipo?

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