Resposta ao post de Adagga (complemento).
A hipocrisia não me deixaria concordar com tais afirmações. No entanto, despindo-me dela e de qualquer tentativa de explicar o contrário ou amenizar a verdade, recebo todo mérito por meus podres (que não são poucos). Quando pareciam poucos, o que justificava era a peneira, com a qual eu tentava esconder a luz que incidia.
Considerando que a peneira ainda encontra-se a disposição, volta e meia faço uso da mesma. “Demônios” são coisas feias e nada melhor que escondê-los ou banalizá-los.
Sendo assim, quando os demônios viram costume, passam a atos válidos. De alguma forma, válidos. Aí mora o perigo, pois tudo é justificado: “foi por amor”, “foi por justiça”, “foi por bondade”, “foi porque fulano é meu amigo”... aff! “O mundo é gentil com a beleza, põe a mesa, arruma a sala, exala compreensão.” Zelia Dunca vem à mente. “Entre os fingidos a moda é fingir que ninguém finge.” Malvados (essa é demais!)
Acho que as frases acima expressam bem essa coisa de se acostumar com os podres. Afinal, Acontece! É quando os infernos viram “novidade”, “feitos de honra”, “nobreza pura”.Já não são infernos. É a realidade. É a humanidade.
Inferno? Somente para os que assim consideram.
Para os que consideram inferninho (bonitinho, chiquezinho, arrumadinho, eticozinho), não há motivos para vergonha, “isso passa!” Na verdade não precisa passar, pois é tão certinho, sou tão limpinha, meiguinha, gentilzinha... so não sou verdadeira,mas isso não é necessário.
Nem para mim, nem para os outros. Deixa do jeito que tá porque não quero pirar e nem sair do meu conforto!!!! (até rimou)
Inferno para os que encontram o inferno. Para quem os justifica, inferninho!
Ana
2 comentários:
Anacita, agora eu entendi...
Inferno neles!
:-*
--comentário abaixo--
Adagga
Postar um comentário