Nesse caso, não seria nem felicidade pela metade na falta do amor, mas satisfação momentânea, como um fim de tarde tranquilo, sem euforia, como uma alegria que toma conta da gente ao ver um gatinho no sol ou uma criança dormindo, um sentimento gostoso e bom, mas que ainda assim não pode ser considerado felicidade? Não naquele sentido em que fomos ensinados a acreditar que existe e que fomos condicionados a perseguir...
A vida seria, então, uma constante espera por momentos para estar junto de alguém, para ser de alguém e para ter alguém para ser seu, todo o resto giraria em torno dessa expectativa... E vem a pergunta: se ele não acontecer? Deve-se contentar e satisfazer com meia vida, meia felicidade, meio momento? Continuando uma busca incessante por esse desejo? Seria realmente se contentar?
Não, prefiro acreditar que não, porque, caso contrário, tenho vivido só meia vida nesses últimos tempos. Prefiro achar, discordando de Vinícius, que existem outras formas de ser feliz ou então me tornarei um poeta às avessas fingindo que é felicidade a felicidade que deveras sinto...Isso, enquanto o amor não vem....
Maria Maria
Um comentário:
Very pretty design! Keep up the good work. Thanks.
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