Não sei quando comecei a ser assim, sempre me distanciei um pouco do que vivi e me perguntei: sou feliz? estou acomodada? e se tivesse feito esta ou aquela opção? se tivesse ficado com esta ou aquela pessoa, como seria a minha vida? Sempre o eterno dilema: caso ou compro uma bicicleta?
Daí acho que raramente tive um momento de simples não pensar. Isso cansa às vezes, queria simplesmente viver, sem pensar, sem questionar. Até tentei passar um tempo assim, mas foi só uma parada momentânea, que acumulou mais e mais questionamentos que agora despencam em mim como uma avalanche...
Mas será saudável isso? Não seria mais fácil, mais simples e mais próximo da felicidade viver calma e simplesmente, cada dia com a sua alegria? Porque acho que esse eterno questionar nunca me deixou viver um momento completamente, me deixou sempre em uma posição cética de quem não acredita muito na genuinidade de um instante.
Sei que pareço amarga e insuportável. Aviso que não sou assim sempre, mas dentro das minhas inúmeras perguntas não posso deixar de pensar como seria se eu simplesmente vivesse, sem complexidades ridículas que tiram a espontaneidade da vida, mas me deixasse levar pelos acontecimentos:
S I M P L E S M E N T E.
Busco a simplicadade da ignorância, não no sentido pejorativo da palavra, mas no sentido de não saber e nem querer saber. Esse eterno confronto comigo mesma e com meus desejos às vezes pesam e me fazem sentir pesada na minha relação com os outros, sempre analisando e questionando tudo... Ser leve seria delicioso... Será que eu posso?
Mavie
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