Calma, amigo de lágrimas
Ainda sou o mesmo
Falta-me apenas um pedaço
Arrancaram-me algumas páginas.
Não peço, porém, que compreendas a minha dor
Pois amaste pouco, bem sei
Apenas prometa-me um favor
Faça-a saber que a amei.
Mostre-a que todas as noites
E todos os dias que a esperei
Não foram para mim menos que açoites
Que outra mulher não desejei.
E morria um pedaço assim quase todos os dias
Acordava da morte pela dor que sentia
Pois vivia e sofria como nunca queria
E só esperei... E morria e morria.
***
Sonhar com o seu riso é o que de mais triste me há
Saber nos meus sonhos
Enquanto a vejo
Que viver o seu beijo
É simplesmente sonhar.
E a cada novo dia
Eu chorava e dizia
“Não quero mais sonhar!”
E desejei a morte, desejei o fim
Mas nunca mais amar.
***
Ah! Meu amigo sagaz!
Não vale a vida a força de um amor
A vida é tão pouca
E tão fácil se desfaz
Que mesmo o juízo que se diz capaz
Ajoelha-se diante de tanta dor.
Valério Beltta
Um comentário:
Que lindo Valerio! Muito lindo, só quem ama assim sabe essa dor.
bj
Postar um comentário