Esse espaço tem me proporcionado muito prazer e por que não dizer muita alegria, tamanha foi esta hoje, logo em que li os posts mais recentes e vi que o tema desse início de semana é o amor e a nossa eterna busca por uma definição do que seria esse sentimento tão difícil de descrever.
Juliana foi tão fundo em mim ao falar de beleza porque esta foi exatamente a palavra que motivou hoje a escrever. A busca pela beleza, pela beleza de sentimentos, pela pureza de sensações. Eu acabei de ler um texto de um livro de crônicas que falava exatamente disso, de que o mundo hoje tem sede de beleza, tem sede de amor. E neste emaranhado de relações que estabelecemos ao longo de nossa existência estamos sempre à procura dessa beleza soblime que chamamos de felicidade.
Brigamos, gritamos, choramos, nos retiramos, nos controlamos e amamos. Tudo em nome da busca por esta felicidade que quase nunca sabemos nem sequer o que ela exatamente significa.
Não tenho sinceramente me preocupado com a definição de nada, o que sei que o amor existe assim como a felicidade e que estão aqui, ali, em qualquer lugar. O primeiro canto em que se deve procurar é dentro de nós mesmos.
Quanto a esse amor de que todos falam entre homem e mulher ou entre duas pessoas que se querem de uma forma tamanha que acabam sendo um a continuação do outro, quanto a esse amor, eu sei muito pouco, e acho até que a idéia me amendronta porque ainda não consigo dissociar a idéia desse amor da sensação dilacerante de dor. Ainda não consegui captar a beleza real desse sentimento tão sublime. Acho que nós ainda não nos esbarramos porque acredito que é assim que acontece, a gente caminha despreocupado e de repente, não mais que de repente, ele esbarra em nós. E assim, eu sigo me escondendo, por trás de uma cortina de fumaça que de tempos em tempos eu mudo de cor e de nome, às vezes a chamo de medo, desisteresse, outras vezes é falta de tempo, também já foi orgulho e assim eu sigo, trocando de máscaras e dançando conforme a minha própria música, o que até agora tem me mantido imune a muitas dores e sem sombra de dúvidas, a muitas alegrias. Mas sei que um dia a gente ainda se esbarra, e ele verá além da cortina, além de todo medo. E sei que não será perfeito, que não será ideal, porque eu prefiro não idealizar nada. Esse amor terá algo de belo, algo de feio, mas a única coisa que posso afirmar com convicção é que será vivido. E isso pra mim, é suficiente.
Cris Moreto
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